Quinta-feira da Ascensão (40 dias depois da Páscoa)
O “Dia da Espiga” era outrora comemorado com um passeio matinal, ao longo do qual se ia formando um ramo de flores, de espigas e de outras plantas, nomeadamente, raminhos de oliveira. Este ramo possui um simbolismo profano e religioso e segundo a tradição deve ser colocado por detrás da porta de entrada, sendo substituído por um novo ramo, no dia da espiga do ano seguinte.
Quanto ao valor simbólico profano do ramo, a espiga simboliza o pão, o ramo de oliveira simboliza o azeite e as restantes flores simbolizam a alegria. No âmbito do simbolismo religioso, os ramos de cada espécie devem ser sempre cinco, tal como as chagas de Cristo, devendo o ramo ser constituído por papoilas, ramos de oliveira, malmequeres brancos e amarelos e espigas. As papoilas significam o sangue de Cristo, as espigas, o corpo de Cristo (o pão), os raminhos de oliveira são o azeite, os malmequeres amarelos o ouro e os brancos a prata. Coisas que nunca faltariam no lar durante o ano se o ramo fosse concebido antes do sol nascer e pendurado atrás da porta.